dieta da proteína está entre as mais procuradas por quem quer perder peso, inclusive muitos famosos de todo o mundo são grandes adeptos deste tipo de dietas. A dieta da proteína ou outras dietas proteicas consistem na diminuição drástica do consumo de hidratos de carbono e o aumento do consumo de proteínas.

O principio da dieta da proteína é, como já referimos, a redução radical de hidratos de carbonos na nossa alimentação diária, pois acredita-se que ao reduzirmos essa principal fonte de energia do organismo, o nosso corpo é obrigado a usar as reservas de gordura como fonte para obter energia, conduzindo desta forma à tão desejada perda de peso.

Nos anos 70 nasce a dieta da proteína

O cardiologista norte americano, Robert Atkins, foi o grande impulsionador deste método controverso de dieta (por esse motivo ficou mundialmente conhecida por dieta de Atkins). Atkins defendia que o que engordava era o excesso de alimentos ricos em hidratos de carbono (arroz, massas, batatas, cereais, frutas…). Foi então quando propôs uma dieta rica em proteína e isenta de hidratos de carbono. Seus livros são bestsellers, mais de 20 milhões de pessoas dizem ter emagrecido com a dieta da proteína.

A partir de aí muitas dietas têm surgido inspiradas na dieta de Atkins. Entre a grande variedade de dietas proteicas que existe atualmente, destacam-se a dieta Dukan, muito de moda, que se baseia unicamente no consumo de proteínas e vegetais,  a Protein Power e outras não tão radicais como a dieta da Zona.  A moda da dieta da proteína também chegou a Portugal. E, cada vez mais é popular a dieta dos 31 dias, criada pela nutricionista Ágata Roquette que, como ela mesmo diz está baseada na dieta South Beach, outra dieta que se enquadra dentro do grupo das dietas proteicas.

Muita proteína e poucos hidratos

As dietas de proteínas podem apresentar algumas diferenças entre si, mas todas têm um factor em comum – são ricas em proteínas e pobres em hidratos de carbono – , porque só desta maneira é assegurado uma perda de peso rápida. Todas dizem que o consumo excessivo dos carboidratos provocam o hiperinsulinismo, ou seja um estado que gera um excesso de insulina, que está diretamente relacionado com a ingestão elevada dos alimentos ricos em hidratos de carbono que originam níveis altos de açúcar no sangue. A insulina vai armazenar a glicose que não é utilizada em forma de gordura.

Qualquer dieta da proteína prima a ingestão de muita proteína, muito acima do valor recomendado pela alimentação tradicional. Normalmente aconselha-se que as proteínas deveriam constituir 10 a 15 % das calorias diárias. Em qualquer dieta da proteína, este número é mais elevado e situa-se normalmente entre 30%-50%. Relativamente aos hidratos é aconselhado que o seu consumo corresponda a 55-60 % das calorias diárias. Este valor é altíssimo em comparação com os valores requeridos pelas dietas proteicas que aconselham nas primeiras fases a isenção total dos hidratos e, então logo depois, a sua introdução gradual, sem no entanto exceder o 40%.

Em relação às gorduras, esse inimigo das dietas tradicionais, apontado como o grande responsável do peso a mais, nas dietas das proteínas são benéficas e não devem ser retiradas. Se bem que é certo que na dieta Atkins é  indiferente o seu consumo quer seja saturada ou insaturada, noutras dietas proteicas como a dieta Dukan ingere-se menos gordura e prioriza-se a gordura saudável. Ingeridas nas doses adequadas e privilegiando as saudáveis, as gorduras não prejudicam a perda de peso. O verdadeiro inimigo da perda de peso são os carboidratos.

Dieta por fases

Normalmente qualquer dieta da proteína deve ser realizada num processo de três a quatro fases, sendo que nas primeiras fases que pode ir até aos 15 dias está totalmente proibido a ingestão de carboidratos – as chamadas fases de proteína pura -, que fazem perder peso de forma rápida, mantendo desta maneira a motivação constante. Nas últimas fases será incorporado gradualmente os hidratos de carbono, mas sempre de forma equilibrada.

Uma das vantagens pela qual a dieta da proteína tem ganho muitos adeptos em todo o mundo, é o facto de ser um tipo de dieta que não deixa ninguém com fome. A digestão das proteínas é mais lenta e a sensação de saciedade prolonga-se por muito mais tempo, diminuindo a fome entre refeições. A dieta da proteína para além de favorecer a construção de músculos, a perda de peso faz-se logo notar através de um corpo “seco” e curvas acentuadas. Porém, os adeptos deste tipo de dietas ficam expostos a situações de fraqueza, desmaios e tonturas e mau hálito.

Por isso muitos médicos e nutricionistas não estão de acordo com as dietas proteicas, pois o alto consumo de proteína em deterioramento dos carboidratos torna-as em dietas desequilibradas podendo levar a situações de doença renal. Se tem problemas de saúde peça aconselhamento médico antes de iniciar a dieta da proteína.