As proteínas, à semelhança dos hidratos de carbono e das gorduras, pertencem ao grupo dos macronutrientes, encontrando-se maioritariamente na carne, peixe, ovos, produtos lácteos e na soja.

As proteínas estão constituídas por 20 aminoácidos. Oito destes aminoácidos, no caso das crianças nove, são essenciais porque o nosso corpo não consegue produzi-los, por isso é importante ingerir alimentos ricos em proteínas para que a partir deles o corpo possa sintetizar as suas próprias proteínas. Os restantes doze aminoácidos podem ser produzidos pelo organismo – são os chamado aminoácidos não essenciais.

Para que servem as proteínas?

Diz-se que as proteínas têm uma função plástica e reguladora, pois servem para a formação e crescimento dos músculos, células, pele, unhas, cabelo, enzimas, hormonas, anticorpos, ossos e todos os órgãos do corpo.

As proteínas são também utilizadas como fonte energética, em casos de falta de energia no nosso organismo, fornecendo 4 kcal/g. Convém saber que o corpo não pode armazenar proteínas, como o faz com os hidratos de carbono ou a gordura, mas necessita um fornecimento contínuo de proteína. Perante a falta de proteína o corpo reage com cansaço, fatiga, dificuldade em manter a concentração e o coração será submetido a um maior esforço.

Tipos de proteínas

Conforme o tipo e a quantidade de aminoácidos, as proteínas podem dividir-se em:

Proteínas completas ou proteínas de origem animal: fornecem todos os aminoácidos essenciais e são por isso consideradas proteínas de alto valor biológico. Estão presentes na carne, no peixe, nos ovos e no leite.

Proteínas incompletas ou proteínas de origem vegetal: não fornecem todos os aminoácidos essenciais. São consideradas proteínas de baixo valor biológico. Estão presentes nos cereais (arroz, trigo centeio, cevada, aveia) nas leguminosas ( feijão, grão, lentilhas) e nas nozes. A soja á a única proteína vegetal considerada completa.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) e a maior parte da comunidade médica aconselham que 55 a 60% das calorias diárias corresponda aos hidratos de carbono, 10 a 15 % corresponda às proteínas e que 30 % corresponda às gorduras.

No entanto os partidários das dietas das proteínas asseguram que esta proporção é desadequada quando se trata de perder peso. Por isso propõem uma maior ingestão de proteínas, cerca de 30 a 40 % e, em simultâneo, uma redução drástica dos hidratos de carbono. Alegam que a proteína não interfere com os níveis de açúcar no sangue, além da vantagem de ter um potente efeito saciante.